Mundo
Guerra no Médio Oriente
Israel receia que Trump faça "mau acordo" com o Irão e deixe objetivos de guerra por cumprir
Para Israel, a guerra estará incompleta se for alcançado um acordo que deixe o programa nuclear iraniano parcialmente intacto, ignorando questões como os mísseis balísticos ou o apoio a grupos regionais aliados.
Israel receia que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegue a um “mau acordo” com o Irão, sem abordar algumas das questões fundamentais que levaram os dois países a iniciar a guerra. A informação foi avançada por várias fontes israelitas à CNN internacional.
Um responsável israelita disse existir “uma preocupação real de que Trump chegue a um mau acordo”, sendo que Telavive “está a tentar influenciar a situação tanto quanto possível”.
“A principal preocupação é que Trump se canse das negociações e chegue a um acordo - qualquer acordo - com concessões de última hora”, afirmou outra das fontes.
Os Estados Unidos já asseguraram a Israel que a questão do stock de urânio enriquecido do Irão será abordada num acordo mas, ainda assim, Telavive considera que a possível exclusão dos mísseis balísticos e da rede de grupos aliados de Teerão das negociações “é um problema grave”.
As fontes israelitas ouvidas pela CNN vincaram ainda que um acordo parcial vai aliviar a pressão económica sobre o Irão, proporcionar-lhe um fluxo de dinheiro e estabilizar o regime ao qual o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, quer pôr fim. O antigo conselheiro de segurança nacional de Netanyahu, Meir Ben Shabbat, escreveu no fim de semana no jornal israelita Makor Rishon que qualquer acordo deve evitar permitir que o regime recupere.
Em fevereiro, num discurso em Jerusalém, Netanyahu estabeleceu que as cinco condições para um acordo aceitável seriam a remoção do urânio enriquecido, o desmantelamento das instalações de enriquecimento de urânio, a questão dos mísseis balísticos, o fim da rede de aliados regionais de Teerão e inspeções nucleares robustas.
Um alto responsável israelita disse à CNN que Israel continua em alerta máximo para o caso de as negociações fracassarem. “Estamos atentos ao desenrolar dos acontecimentos. Ficaremos satisfeitos se não houver acordo, ficaremos satisfeitos se o cerco ao Estreito de Ormuz continuar e ficaremos satisfeitos se o Irão sofrer mais alguns ataques”, afirmou, reconhecendo que a decisão final cabe a Trump.
Uma porta-voz da Casa Branca afirmou, por sua vez, que o Irão “sabe muito bem que a sua realidade atual não é sustentável”, insistindo que Trump “tem todas as cartas na mão” nas negociações.
“Os mísseis balísticos do Irão foram destruídos, as instalações de produção foram desmanteladas, a Marinha foi afundada e os representantes estão enfraquecidos”, disse Olivia Wales à CNN.
c/ agências
Um responsável israelita disse existir “uma preocupação real de que Trump chegue a um mau acordo”, sendo que Telavive “está a tentar influenciar a situação tanto quanto possível”.
“A principal preocupação é que Trump se canse das negociações e chegue a um acordo - qualquer acordo - com concessões de última hora”, afirmou outra das fontes.
Os Estados Unidos já asseguraram a Israel que a questão do stock de urânio enriquecido do Irão será abordada num acordo mas, ainda assim, Telavive considera que a possível exclusão dos mísseis balísticos e da rede de grupos aliados de Teerão das negociações “é um problema grave”.
As fontes israelitas ouvidas pela CNN vincaram ainda que um acordo parcial vai aliviar a pressão económica sobre o Irão, proporcionar-lhe um fluxo de dinheiro e estabilizar o regime ao qual o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, quer pôr fim. O antigo conselheiro de segurança nacional de Netanyahu, Meir Ben Shabbat, escreveu no fim de semana no jornal israelita Makor Rishon que qualquer acordo deve evitar permitir que o regime recupere.
Em fevereiro, num discurso em Jerusalém, Netanyahu estabeleceu que as cinco condições para um acordo aceitável seriam a remoção do urânio enriquecido, o desmantelamento das instalações de enriquecimento de urânio, a questão dos mísseis balísticos, o fim da rede de aliados regionais de Teerão e inspeções nucleares robustas.
Um alto responsável israelita disse à CNN que Israel continua em alerta máximo para o caso de as negociações fracassarem. “Estamos atentos ao desenrolar dos acontecimentos. Ficaremos satisfeitos se não houver acordo, ficaremos satisfeitos se o cerco ao Estreito de Ormuz continuar e ficaremos satisfeitos se o Irão sofrer mais alguns ataques”, afirmou, reconhecendo que a decisão final cabe a Trump.
Uma porta-voz da Casa Branca afirmou, por sua vez, que o Irão “sabe muito bem que a sua realidade atual não é sustentável”, insistindo que Trump “tem todas as cartas na mão” nas negociações.
“Os mísseis balísticos do Irão foram destruídos, as instalações de produção foram desmanteladas, a Marinha foi afundada e os representantes estão enfraquecidos”, disse Olivia Wales à CNN.
c/ agências